Post-Pílula: sinal de vida

16/07/2009

Peekaboo!

A blogueira vai bem, obrigada. Estou preparando o meu apartamento para que as paredes sejam pintadas e as coisas estão MUITO confusas por aqui.

***

Edit, dia 20/julho:

Agora eu lembrei o porquê de tanto ter postergado mexer no meu apartamento. A coisa começa com uma simples limpeza nas paredes e quando se vê, você descobre que tua fiação elétrica está no ponto de causar um incêndio, fora um sem-número de outros poréns.

Preciso que dez quinze vinte mil reais caiam no meu colo urgentemente. Assim, pra ontem… comofäs//


Post-pílula: Blues Etílicos

10/07/2009

99

Sexta-feira, dia de levar o mofo corporal pra dar uma volta. Marido e eu estávamos sem idéia e resolvemos ir a um cantinho muito legal que fica em uma travessa da Consolação, chamado Drosophyla, que é o tipo de lugar que só vai quem conhece já que não tem indicações na porta (exceto a um enorme e simpático segurança que está sempre sentadinho ali). O atendimento é muito bom, a decoração é caótica, a música (gravada) é sensacional, os preços não são dos mais amigos e o rango é de primeira. Somos fregueses do estranho boteco não é de hoje e honestamente eu estava mesmo a fim de cair em algo que já conhecesse, pra já “chegar chegando” e saber o que pedir sem muita delonga.

E pedimos, heim? Pedimos coisa pra caramba. Um sanduichão para cada, Stella Artois, capirinha, Mojito, uma coisa fantástica chamada “Shangai Thang”,  sabe-se lá mais Deus o quê e depois de um tempo, a conta. Mais pobres (bem mais pobres) e com vontade de comer novamente, caminhamos até o Pão de Açúcar da Av. Angélica para comprar alguma bobagem de forno e aproveitamos para abastecer nosso bar privado com com mais duas garrafas de qualquer coisa. Como eu adoro esse pedaço da cidade, já morei por ali um tempo. Dá gosto de sair de madrugada e respirar o ar menos poluído de uma região arborizada e relativamente quieta.

Chegamos em casa, botei umas tortinhas para assar e aí aconteceu a desgraça, o marinex onde estavam as delícias estourou inexplicavelmente no forno. Não, eu não tava bêbada (por incrível que pareça) e foi um susto tremendo aquele barulhão vindo da cozinha, quase infartei. Pra comemorar, abrimos só uma garrafa mas o organismo mandou que parássemos com aquilo, não desceu bem. Mistureira do caramba… sempre acabo me arrependendo depois, paciência. Dormi um sono sem sonhos e puta da vida com o espetáculo de cacos de vidro e o cheiro de torta pela casa,  que nem pude comer.

BjosmemandemproAA.


Chega de ser cult – Transformers II – Cine Marabá

09/07/2009

Optimus Prime

Hoje resolvi abandonar a cara de supercult e arrastei o marido pro Cine Marabá, para assistir ao novo episódio da franquia Transformers. Quer dizer, “arrastar” não é bem o termo porque o benhê já havia avaliado *ahem* o filme e gostado bastante, mas sabem como é, no cinema e na telona a emoção é outra.

Aproveitamos para conferir como ficou a reforma do Cine Marabá e achei o resultado satisfatório. Antes dele fechar nós tínhamos ido assistir nem lembro a que e não foi uma boa experiência. O lugar é e sempre foi belíssimo, porém o estado de decrepitude que as dependências se encontravam era digno de pena e um reflexo da própria degradação do centro. De uns anos para cá resolveram dar atenção a essa parte da cidade e quem sabe, a Cinelândia paulistana pode dar o ar de sua graça de novo.

O Marabá certamente recuperou seu glamour e está tudo muito belo. Mantiveram um ar clássico em boa parte da edificação (e aqueles lustres cheios de penduricalhos que eu adoro desde criança) e modernizaram o que era necessário, com exceção ao fato de não aceitarem cartões de débito na bomboniere – achei imperdoável (tanto quanto o fato de não haver nenhum aviso afixado sobre isso) e não seria nem um pouco prudente da nossa parte ir atrás de um caixa eletrônico naquela hora. Só não ficamos a mercê da sede nas duas horas e tanto do filme porque antes de chegar lá, eu havia tido a idéia de passar em um desses pequenos comércios que vendem doces e comprei duas garrafas de água e um Diamante Negro – tudo pago no débito, e o lugar é uma “portinha”. Playart, isso não foi legal da parte de vocês.

A sala estava bastante vazia vez que todo mundo queria assistir “A Era do Gelo” em 3D e que bom que a gente não teve essa idéia porque eu não iria conseguir ficar na fila, que se espalhava pelos claustrofóbicos corredores e escadarias vermelhas e abafadas no interior do Marabá. Os assentos são confortáveis, mas teria sido legal se tivessem lembrado de ligar o ar condicionado para que os 7 ou 8 ali presentes não passassem calor. O som é de primeira e em um filme onde o que não falta é explosão e gente gritando, isso faz bastante diferença. Diferente daquele triste episódio envolvendo o tarado do Olido, no Marabá um segurança aparecia de quando em quando para observar a gente e achei isso bastante adequado.

facepalm.jpg

facepalm.jpg

Sobre o filme? Bem, gostei mais do primeiro, mas o segundo é legal também. Adoro robôs gigantes esmagando pobres humanos e destruindo uns aos outros no meio do caminho. Foi engraçado ver como 98% das vezes que a Megan Fox(y) aparecia na tela, era pra mostrar sua boquinha vermelha sensualmente aberta como quem antecipa um beijo, enfim, um típico filme de meninos – o tipo de filme que eu gosto quando não to com saco para os grandes dramas da vida.

Na saída, as pernas minhas e do benhê praticamente encaminharam-se sozinhas para o Bar Brahma (nem precisava atravessar ruas para chegar lá, é só dobrar uma esquina) só que na porta a gente lembrou que ainda era quinta-feira e ambos teríamos de acordar muito cedo na sexta. Ficamos putos, bem putos e disputamos quem ficou com a maior tromba, declarando empate  a bem do casamento. Problemão, heim?

Vou ali e já venho,

bjoseutorçopelosdecepticons.


The PEN Story – YouTube

08/07/2009

Propaganda da Olympus PEN, dica da Lakita… tenho um fraco por stop motion.


11 Awesome Features Of Google Chrome OS – Woot.com

08/07/2009
Ele vê tudo o que você faz na buatchy

Ele vê tudo o que você faz na buatchy

Não gosto de fazer echoblogging, mas essa eu quero guardar pra futura referência:

11 Awesome Features Of Google Chrome OS

1. Your family photos are accompanied by text ads for skin care and diet plans.
2. Removes all Falun Gong references from your files.
3. Every month, the hard drive is automatically defragged and investigated for anti-trust violations.
4. Invests in, develops, acquires, and abandons your best ideas.
5. Integrated tax preparation software includes “I’m Feeling Lucky” deductible button.
6. Changes your icons daily, forcing you to look up which obscure scientific figure is having a birthday.
7. Spends 20% of its time on tasks not related to work.
8. Prevents all evil activity unless it is deemed to be for the good of the shareholders.
9. Masseuse comes by every Monday afternoon.
10. Constant crashes won’t bother anybody as long as it’s labeled “Beta”.
11. “Beta” status won’t expire until 2038.

Do Woot.com


¿Hola, qué tal? 4° Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo – Memorial da América Latina

07/07/2009

Confome tuitado previamente, fui passar outra tarde de va-ga-bun-da (invejem-me), enfiada em cinema e vendo filmes fora do mainstream sem pagar um tostão. A bola da vez foi a apetitosa quarta edição do Festival de Cinema Latino-Americano, que começou ontem e vai até o dia 12 de Julho e para mais informações e a programação completa, clica aqui. O mote do dia de hoje foi “Retomada”, vez que os filmes são todos da década de noventa e posterior, quando de fato a produção cinematográfica latino-americana voltou a ter impulso.

Escolhi ir ao Estacionamento Memorial da América Latina porque 1. é perto de casa, 2. é perto de casa, 3. vide 1 e 2. E foi só por isso mesmo, porque na minha primeira incursão por aquelas bandas não me apeteci o suficiente pelo local. Achei o Estacionamento Memorial vazio demais, concretado demais e Niemeyer demais; lamentei as três coisas porque um lugar tão grande e bem localizado era pra estar fervendo, mas enfim, vocês já devem ter notado que sou cabeça aberta e lá vamos nós. Antes, lembrei não ter visto nada além de máquinas de refrigerante e tratei de fazer a minha farofinha básica: levei água, um pacotinho de biscoito integral, barra de cereal light, enfim essas coisas que gordo gosta de comer. E um livro, desses que todo mundo fala que leu, mas não leu porra nenhuma: “O Príncipe”, que ganhei de dia dos namorados do benhê… será que ele tava querendo me passar uma mensagem? Fui.

Dois entram e um vira suco.

Dois entram e um vira suco.

Quem souber o nome desse edifício, me fala.

Cheguei muito mais cedo do que tinha calculado, uma boa meia hora de folga. O que fazer? Andar e andar, porque o Memorial é enorme e o auditório Simón Bolívar fica lááááá no fim de tudo. No meio do caminho, uma descoberta: oba, um restaurante! Não tinha almoçado, então resolvi bater uma xepa no “por quilo” do Niemeyer.

No meio do caminho, tinha um restaurante.

No meio do caminho, tinha um restaurante.

O ambiente é estranho. Concretado, opressivo, antiquado, cacofônico e precisa de alguns reparos urgentemente (mas é fresquinho). Atendimento nota mil, comida ordinária – no sentido de “comum”, mas boa e barata, não gastei nem dez reais e isso contando com o refri. Saí satisfeita e pronta para a luta.

Continue a andar...

STOP! Hammer time.

Auditório Simón Bolivar - Memorial da América Latina

A Popozuda

Simón Bolívar, de Vitorio Camacho

Como boa parte das construções de lá, o auditório parece muito pequeno do lado de fora e uma enormidade quando se entra. Coisas de arquiteto batutinha, reconheço. A opressão do restaurante e seu pé-direito baixíssimo foi embora assim que dei de cara com um lobby espaçoso banhado comedidamente pela luz natural. Poucas pessoas aguardavam a primeira sessão, o que era de se esperar considerando o horário e o dia da semana mas isso não me importa, até prefiro lugares mais vazios porque gosto de escolher meticulosamente onde vou sentar (sou míope e não uso óculos).

newfags can't pentaforce

newfags can't pentaforce

Calma amores, não todos de uma vez.

Calma amores, não todos de uma vez.

Twitter

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Sala 01 - Auditório Simón Bolívar, Memorial da América Latina

Fuego

Fiquei impressionada com o cinema e sua imensidão. Tudo preto e na parede esquerda, uma pintura/estamparia/sei lá formando uma pincelada de fogo muito bonita. Escolhi meu lugarzinho de acomodar a bunda e me entreguei à Carla Camurati e seu supacool Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil. Já assisti esse filme antes em DVD, mas na telona (ênfase no ONA) todo mundo sabe que o barato é outro. Deu até pra reparar melhor na canastrice bilíngue da pequena atriz em sua estréia (e que virou um mulherão), na pontinha do Ney Latorraca (eu nem tinha notado a presença dele em “Carlota..” na primeira vez que vi) e no visual bem trabalhado da obra.

Momento “sou chata mesmo e dane-se”: as cadeiras do anfiteatro têm um problema. Apesar de bem confortáveis, são todas conectadas umas às outras, o que significa que se um cara da ponta de lá se mexe, o da ponta de cá vai sentir. Isso aconteceu comigo e até botei indevidamente a culpa em um sujeito que estava atrás de mim, depois que fui perceber que era outra pessoa sentada a uns quinze assentos de distância. Chato, mas passável. Se fosse o meu marido, que tem a terrível mania de ficar balançado as pernas quando está parado (tem um nome pra essa mazela mas agora não me ocorre) eu teria sentado em outra fileira.

Na sequência, o curta-metragem En El Espejo del Cielo, de Carlos Salcés (México) e meu primeiro contato com uma tecnologia que não é nova, mas que até o momento não tinha visto pessoalmente: legendas projetadas abaixo da tela, de maneira autônoma, por falta de hardsub no próprio filme. Simples e legal, SE não fosse por uma pequena intempérie humana. A pessoa responsável por essa projeção valia-se de equipamento colocado na primeira fila e um notebook e a coisa é totalmente manual. Então, gastou-se tempo enorme tanto para alinhar a legenda como sincronizá-la adequadamente para o filme seguinte (o curta mesmo não tinha diálogos) e nessa brincadeira acabei me distraindo e não prestando atenção no filmeto que estava passando… paciência.

Corra, que o técnico vem aí

Corra, que o técnico vem aí

Saí, dei uma voltinha e tirei muitas fotos antes de começar o próximo filme: El Enemigo, de Luis Alberto Lamata (Venezuela). Tem cara de baixo orçamento, é interessante mas o final acaba sendo meio previsível. Gostei assim mesmo e descobri por que apesar de ter feito aulas de espanhol um tempo, pouco me recordava das lições: eu NÃO GOSTO da sonoridade dessa língua, prontofalei. Aos poucos, porém, o chip trilíngue foi destravando no meu cérebro e a partir de certo momento eu nem precisava mais descer os olhos para ler as legendas, legal né?

Sagão do Auditório Simón Bolívar, Memorial da América Latina

Sala 01, Auditório Simón Bolívar - Memorial da América LatinaAos poucos, os cinéfilos foram chegando.

A essa altura, minha água, biscoitinhos e a barra de cereal já tinham ido pro brejo e eu precisava de um refil. Não vi nenhum caixa eletrônico no Memorial, o que é péssimo para mim já que tenho o terrível hábito de não andar portando dinheiro em espécie, só o cartão de débito. Cogitei até em ir embora, mas avaliei uns minutos e resolvi ficar, até porque não tinha nada melhor pra fazer em casa. Hora de  Blak Mama, de Miguel Alvear e Patricio Andrade (Equador), estando esse último presente na sessao e o filme é tão estranho, tão sem pé nem cabeça que ao final, Andrade ironocamente pediu desculpas e agradeceu a quem permaneceu no auditório até subirem os créditos. A explicação: trata-se de um projeto de sete anos onde o foco é criticar os valores da religiosidade latino-americana. Hum…. então tá.

Patricio Andrade se explicando - Sala 01, Auditório Simón Bolíviar, Memorial da América Latina.

Bomboniere, saguão do auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina

Saí murcha feito uma ameixa seca, precisando de água desesperadamente. Noto uma bomboniere no saguão e claro, eles não aceitavam Visa Electron. FUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU—…. faço um pit-stop no toalete e reparei em um detalhe engraçado: apesar do banheiro ser todo revestido em mármore branco, belíssimo, creio que originalmente a área era maior porque a divisória com o sanitário masculino foi improvisada usando uma parede de fórmica simplesmente medonha. Contrastes.

Saguão do auditório Simón Bolívar, Memorial da América Latina

Nessa altura o Memorial estava bem cheio de gente, não o suficiente para encher sequer metade da sala de cinema mas bastante movimentado. Um DJ passou a executar sua arte e fiquei ali ouvindo e apreciando a paisagem um tempão, mas o cansaço (acordei seis da manhã), o princípio de fome e o fato de já ter visto 3 filmes e um curta-metragem indicaram que tava na hora de eu vir pra casa, atualizar o blog e contar as novas pro benhê. E claro, mais uma fotuxa antes de encarar o metrô:

Passarela - Memorial da América Latina

TOO LONG, DIDN’T READ: 4º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, de 06 a 12 de Julho. Diversas salas (não é só no Memorial) e sempre com entrada FRANCA.

1. Programação

2. Site do Memorial da América Latina

Besosmuyapasionados


Post-Pílula: Limpando seu Playstation 3

06/07/2009
Lixa d'água

Lixa d'água para um melhor acabamento

Ontem eu estava vagal e quis terminar o Final Fantasy VII encostado depois de dezenas de horas jogando freneticamente… no que vou pegar o controle, reparo a quantas andam meus atributos de dona-de-casa  – algo entre nada e coisa alguma -  e em uma feliz família de poeiras confortavelmente instalada no meu negão. Vou até a cozinha, pego um pano tipo Perfex seco e novo em folha e com um verdadeiro carinho de mãe passo levemente na parte de cima do aparelho E PUTAQUEPARIU NÃO É QUE RISCOU?

Desejo 25 crises de diarréia por hora pro infeliz que aprovou o material usado na carcaça, aloc! Essa Sony…

Na próxima, uso lixa d’água e esfrego até ficar fosco. Vai ficar lindão!

Vou ali e já venho.

Bjosqueroumchocobopink.


Bate com força, Amadeu

05/07/2009

Esse texto é de autoria própria (M-O-I!) e escrevi em 2001. Desenterrei uns CDs velhos de backup dos meus blogs de outrora e fiquei sentimental…. perdoem meu saudosismo.

Bate com Força, Amadeu.

- Amadeu, assim não dá.
- O que foi, benzinho?
- O que foi? Foi isso! “Benzinho!”
- Mas querida, o que aconteceu?
- O que aconteceu? Aconteceu isso, Amadeu. Benzinho. Querida. Chuchu. Meu amor. É só isso que você tem para mim.
- Mas meu amor…
- CHEGA, AMADEU! Para mim, chega! Eu não aguento mais essa vida! Eu não aguento mais você me tratar desse jeito, com tanto carinho, com tanta delicadeza, com tanta afetuosidade.
- Mas minha linda, o que tem de errado nisso, em eu te tratar assim? Eu te amo, meu bem.
- Olha aí? Tá vendo, Amadeu. E você me pergunta o que tem de errado. Tá tudo errado. Não existe marido assim, feito você.
- Amor, acho que eu não estou te entendendo…
- É claro que você não está entendendo. Amadeu, presta atenção: você não é normal. O marido da Claudia, por exemplo, chega quase todo dia tarde em casa, com bafo de uísque. Ela já achou até cartãozinho de casa de massagem no bolso da calça dele. O marido da Odete, então, esse é um canalha. Arrumou filho até com a estagiária, vive para pagar pensão alimentícia para os bastardinhos. E o da Flávia? Esse é o cretino-mor. Está sem trabalhar faz um ano e assim que a mulher vira as costas, ele traz a amante para dentro de casa, uma menina de 17 anos, vê se pode!
- Mas meu anjo, eu jamais faria isso com você.
- EU SEI AMADEU!!! É ESSE O PROBLEMA! Você sabe o que é ouvir todas essas estórias de suas amigas, e não ter uma única queixa, um único lamento para fazer? Elas me perguntam: “E o Amadeu?”, e eu respondo: “Ele é um marido de ouro”. Sabe o que acontece? Eu passo por mentirosa. Nem pra jogar buraco elas estão me convidando mais.
- Querida, o que é que eu posso fazer?
- Você pode começar a ser normal. Olha só, eu li na Marie Claire que os homens aos 40 anos são mais propensos a arrumar menininhas de vinte. Você obviamente não tem uma menininha de vinte, tem?
- Claro que não!
- Eu li na revista da Ana Maria que aos sete anos de casado é comum ter uma crise que pode levar até o fim do relacionamento? Quantas crises dessas nós tivemos em nossos 20 anos de casados?
- Nenhuma!
- Exatamente! Nenhuma! Estamos atrasados pelo menos 13 anos, Amadeu!
- Amorzinho, não me magoa desse jeito.
- Aí. Pronto. Vai começar. Já fez a cara de cachorrinho pidão. Agora vai chorar. Vai fazer eu me sentir mal, culpada, e depois você vai me perdoar, cobrir-me de beijos, tirar a minha roupa e vai transar comigo até eu pedir água e tomando o cuidado de fazer tudo do jeitinho que eu gosto. Eu não posso mais com isso, Amadeu. Eu não aguento mais tanta fidelidade, tanta preocupação comigo. O seu amor e carinho estão arruinando com a minha vida!!!
- Então o que é que você quer que eu faça, minha querida?
- Bate em mim, Amadeu. Bata-me com força.
- Bater??? Você está maluca? Eu nunca iria bater em você!
- Amadeu, você me ama?
- É claro que eu te amo.
- Então me bate. Vai logo, criatura, libera esse machão que existe dentro de você! Anda, quebra a minha cara.
- Querida, nem que eu quisesse.
- E se eu disser que você é ruim de cama e que eu fingi todos os orgasmos até hoje?
- Então eu iria matricular você em uma escola de teatro, porque você seria uma atriz das boas.
- Tá, eu sei que essa não colou. E se eu disser que você é corno? Heim?
- Eu sei que é mentira.
- Pode não ser. Afinal de contas, eu passo muito tempo sozinha em casa.
- Amorzinho, eu sei que você está dizendo isso só para eu te bater. Mas não adianta. Eu sei que você nunca me trairia. Você é a mulher mais perfeita do meu mundo.
- Perfeita? Eu sou perfeita? Olha aqui, esse monte de banha, você acha que isso é ser perfeita? E essas estrias, você acha que elas são perfeitas também?
- O que são estrias?
- Chega. Agora você me irritou. Ou você me cobre de porrada agora, ou eu te largo.
- Tá bom, querida, tá bom. Se isso vai fazer feliz, eu te bato. Tá preparada?

Ele ensaiou por alguns segundos, até que criou coragem e deu um tapa na esposa. No braço.

- Isso é tapa, Amadeu?
- Querida, veja bem…
- Veja bem uma ova, Amadeu! Isso lá é tapa de homem? Aposto que não vai ficar nem vermelho. Vai, Amadeu, faz direito agora.
- Querida, já que isso é tão importante para você, por que você simplesmente não diz às suas amigas que eu te bato e tenho amantes?
- Porque não é a mesma coisa, Amadeu. Não se esqueça que estamos falando de verdadeiras experts na arte de levar chifres e tomar bifa no meio da orelha. Elas vão saber na hora que eu não estou falando a verdade. Por favor, Amadeu. Faz isso por mim. Bate com força, Amadeu.
- Querida, não dá.
- Eu já sei o que você precisa, Amadeu. Motivação, você precisa de motivação. Vai lá na cozinha e traz um palito de dente para mim.

Amadeu, como esposo resignado que era, foi à cozinha e trouxe o palito.

- Agora coloca na boca, Amadeu.
- Na boca? O palito?
- Não, Amadeu, o forno de microondas! É claro que é o palito. Põe na boca, assim. Deixa ele meio pra fora, fica mastigando a pontinha dele.
- Assim?
- Isso Amadeu! Palitinho na boca é coisa de canalha. E aí? Tá entrando no clima?
- Hum….. não!
- Então abre a camisa. Isso, abre uns 4 botões. Deixa o peito pra fora. E agora, tá se sentindo mais cafageste?
- Isso não tá funcionando.
- Claro que não! Falta o detalhe mais importante de todos: o anel no dedo mindinho! Põe esse anel aqui no dedinho, Amadeu. Aí! Perfeito! Mais perfeito que isso só se você deixar essa unha crescer e depois ficar tirando cera do ouvido com ela. E agora, Amadeu? Tá se sentindo um canalhão?
- Eu tô é me sentindo ridículo, isso sim.
- Ah, eu desisto, Amadeu. Não adianta. Você não tem jeito mesmo. Uma vez marido perfeito, sempre marido perfeito. Eu tenho de me conformar com essa sina.
- Que bom que você percebeu isso, meu amor. Vem cá, deixa eu te acalmar do jeito que você gosta…
- Mais tarde, Amadeu. Cadê o Júnior?
- Ele tá no quarto dele, estudando pro vestibular, por que?
- Vou lá falar com nosso filho. Esse é outro. Não bebe, não fuma, não usa drogas, é bom aluno e nunca chega depois da meia noite em casa. Vou ver se eu convenço pelo menos ele a virar um delinqüente.


Living with First-Person Shooter disease – YouTube

05/07/2009

Vi nesse blog. Megalolz em 0:29 – 0:48


Vizinhos

04/07/2009

Vizinho

Eu  tinha planos para hoje à tarde e estava em uma dúvida cruel: assistir ao documentário do Ratos de Porão no Cine Olido ou ver o Ed Motta no projeto “Piano na Praça” lá na Pc. Dom José Gaspar, sobre a qual até já escrevi. Pensando no aspecto de novidade da coisa havia escolhido o Sr. Motta, e praticamente pronta pra sair, toca o telefone. Era meu cunhado, um amigão nosso e uma caixa de Brahma querendo dar as caras aqui em casa… aí não teve jeito.

Brahma vai, Brahma vem, quase cinco da tarde eles vão embora. Nisso, encontro meu vizinho de parede chegando em casa e pergunto a ele sobre um pedreiro que está executando obras em sua unidade. Ele me convida a entrar, e eu fui.

Só depois que estava lá dentro que percebi o óbvio: em todos esses anos morando aqui, eu nunca, nunca mesmo tinha entrado na casa de NINGUÉM que mora nesse prédio. As conversas sempre se deram nas áreas sociais do prédio, as quais se resumem aos halls de cada andar e a entrada, só.

E também só depois que estava lá dentro percebi outra coisa óbvia: eu tava com cheiro de cachaça e cigarro (meu marido e o amigo nosso fumam), meio alta, na casa de pessoas que pela idade ou orientação de vida são caretíssimas e falando pelos cotovelos. Ai que cena… mas foram super simpáticos comigo, mostraram o banheiro em obras e conversamos frivolidades uma boa meia hora.

Às vezes eu nem lembro que consigo ser tão social assim ou que é legal de vez em quando fazer isso. Sou da geração “individualista”, do “cada um com seus pobremas” e cheia de reservas quanto a privacidade.

E no auge da minha preocupação com o hálito, eis que surge na minha frente um café delicioso e bem docinho que me deixou mais confortável na própria tagarelice. Uns amores…. vou preparar um bolo bem gostoso essa semana e dar de presente pra eles.

Posso não ter saído do prédio, mas fiz uma coisa absolutamente nova na tarde desse sábado. E fiquei contente em saber que tem gente boa colada na minha parede.

Bjosmeconvidem.


World Builder – YouTube

04/07/2009

Old, but gold.

Lindo e sensível… ou será que eu que estou sensível hoje?

Assistam e façam de conta que caiu um cisco no olho, ok? Depois mandem a conta da caixa de lenços pro autor da façanha.


“Velhas Virgens – Atrás de Cerveja e Mulher” e Thundervoltz, no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso

03/07/2009
melhor nome de banda, ever.

melhor nome de banda, ever.

Hoje é sexta-feira, dia de sair pra balada e… não, não é. Pra mim pelo menos não seria, já que o capital de giro da Família Moi tá meio baixo. Como isso jamais me segurou em casa, usei da boa vontade e do Google e fiquei sabendo que seria exibido o documentário “Velhas Virgens – Atrás de Cerveja e Mulher” no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, lá na Vila Nova Cachoeirinha e ainda dentro do festival In-Edit. Criei coragem e fui, sozinha como sempre.

E tinha tudo pra que essa minha ida desse errado. A começar, que quando resolvi mesmo sair de casa já eram mais de seis da tarde, segundo, que eu teria de pegar um ônibus que normalmente é muito lotado e terceiro, que pelo horário eu encararia um trânsito absurdo e provavelmente não chegaria a tempo. De qualquer modo, meu plano “b” seria ao menos me deslocar até o CCJ, conhecê-lo e ficar sabendo da programação para quem sabe, retornar outra hora.

Felizmente, quebrei a cara. O coletivo não estava lotado, sentei naqueles bancos únicos (meus favoritos) e fui ouvindo minha própria música durante uma viagem de aproximadamente cinquenta minutos onde o trânsito nem estava tão ruim. Cheguei ao Terminal e instalei a costumeira cara de perdida, já que do bairro só conheço o cemitério e tenho até alguns parentes enterrados lá, e como ainda tem gente legal no mundo não tive dificuldade em conseguir orientação.

Depois de uma caminhada cheia de subidas e descidas e sempre virando à esquerda, vejo finalmente o grande espaço onde o CCJ está instalado. Grande mesmo, parece um colégio público só que com as paredes mais claras. Olho no relógio, sete em ponto. Peço informações aqui e ali e chego no “cinema”… não era cinema, era isso que vocês verão agora:

Adivinhem de quem é aquela mochila verde?

Adivinhem de quem é aquela mochila verde?

Fiquei meio p. da vida uns minutos, porque o lugar era muito claro e do meu lado direito tinha um monte de gente conversando alto. Bastou começar a exibição do documentário e a luz esmaecer que deixei de prestar atenção nessas coisas e finalmente conheci um pouco mais de uma das bandas mais legais do mundo, que tiveram o azar de serem brasileiras e heroicamente independentes na medida do possível.

Misoginia de cu é rola

Uma acusação recorrente sobre o(a? as?) VV é que a banda é machista e não tem apreço pelos atributos intelectuais e espirituais femininos. Vejam por exemplo a letra (pescada aqui) desse clássico do cancioneiro nacional, Buceta:

Buceta

Velhas Virgens

Composição: Paulo de Carvalho

Elas falam demais.
Mas têm o que a gente quer.
E elas torram a nossa grana.
Mas têm o que a gente quer.
E elas sabem ser chatas quando querem
Mas têm o que a gente quer
A gente faz papel de besta
Mas elas têm o que a gente quer
E a gente cai na lama e come grama.
porque elas têm o que a gente quer.
Elas fazem com a gente o que elas querem
porque elas têm o que a gente quer.

E o que é que a gente quer?
A gente quer fuder.
E o que é que a gente quer?
A gente quer
BU-CE-TA . Buceta!

A gente briga na rua
porque elas têm o que a gente quer.
E a gente larga a bebida
porque elas têm o que a gente quer
Até mesmo a boemia a gente deixa
porque elas têm o que a gente quer
E pode até ser gordinha
mas tem o que a gente quer.
Banguela, fedida, fudida
mas tem o que a gente quer.
Apesar dos defeitos
todas elas têm o que a gente quer.

E o que é que a gente quer?
A gente quer fuder.
E o que é que a gente quer?
A gente quer
BU-CE-TA . Buceta!

Elas botam chifre na nossa testa.
mas nós temos o que elas querem.
E elas chutam nosso saco, fingem que não ligam
mas nós temos o que elas querem.
Por mais formais ou feministas que pareçam
nós temos oque elas querem… eeee

E o que é que elas querem?
Elas querem fuder.
E o que é que elas querem?
Elas querem
CA-CE-TE. Cacete!

E o que é que a gente quer?
A gente quer fuder.
E o que é que a gente quer?
A gente quer
BU-CE-TA . Buceta!

E como rebater a esse sólido conjunto probatório? O vocalista e letrista da banda nos ensina: “Isso não é machismo, é só uma visão das coisas”.

baduntsss

Eu ri, porque nem a mais putanhesca das letras do (da? das?) Velhas Virgens em algum momento foi ofensiva para mim, é música de festa, de churrasco, de bebedeira. Quer música sensível sobre a alma feminina, vai ouvir Chico Buarque e não me enche o saco.

Aliás a primeira vez que tomei conhecimento da banda foi justamente em um churrasco em um sítio perto de Sorocaba, cheio de gente chapada e muito doida. Um colega da faculdade colocou uma FITA deles pra tocar e entre um visgo de lucidez e outro pensei: “que porra é essa?”. Amor à primeira escutada.

A Verdade dos Fatos

Ao longo do documentário (dois anos de registro) foi mostrado além de vários shows da banda, um pouco da vida e do cotidiano de cada um dos seus integrantes. Paulão, o desbocado vocalista é fã do André Vianco, sente falta do pai já falecido, gosta de música romântica de outrora e foi enrolado por dez anos pela sua amada Dedé. Tuca é advogado, tem escritório, família, filhos, sabe cozinhar e parece um cidadão bastante respeitável. Cavalo estava construindo sua família na época do documentário, que registrou suas inseguranças em gerar prole e até o resultado da ousadia, uma criança muito linda que foi batizada com cerveja e em nome do Corinthians, por Paulão. Lips, o baterista é considerado o “bêbado número dois” da trupe e partilhou conosco uma cômica história que resultou em sua saída da banda, por terem deixado o pobre esquecido em um Posto Graal em Limeira (conheço bem), sem dinheiro e muito, muito magoado. Na eṕoca da gravação, fazia parte da banda uma mocinha muito linda chamada Lili, que segundo a própria era proibida de beber porque normalmente, já cantava muito mal. É verdade.

No final da exibição, estão todos cantando no quintal de alguém uma música exaltando as alegrias de ser solteiro e que casar, nem fodendo. Todos acompanhados de suas esposas e filhos. Esse é o Velhas Virgens.

O documentário é ÓTIMO, compro na primeira chance que tiver. Nesse eu não dumi hohohoooo…

Links que você deveria clicar:

1. Post do diretor do documentário sobre sua própria obra

2. Site oficial do Velhas Virgens

3. Blog do Paulão, minha alma gêmea, a personificação masculina do meu verdadeiro eu interior (é sério)

4. Até tu, Wikipedia?

O Bônus da Noite: Thundervoltz

Gratis! Meu preço favorito!

Gratis! Meu preço favorito!

Quando os letreiros começaram a subir, um simpático rapaz de dreadlocks nos avisa que estaria prestes a começar uma apresentação no teatro do CCJ e que quem quisesse já poderia ir se dirigindo até lá. Perguntei do que se tratava e ele me disse, super empolgado: “É a banda Thundervoltz, do Thunderbird! Eles vão fazer uma retrospectiva do rock desde os anos 50″. Foi o suficiente para me convencer a ficar mais um pouco no CCJ e ver de perto uma das figuras que me marcaram na adolescência, já que sou da geração que assistiu ao “Garota de Ipanema” da Marina Lima no dia em que a MTV iniciou suas transmissões no Brasil.

Busquei meu ingresso (gratuito) e assim que cheguei onde seria o espetáculo, percebi que aquilo estava sendo de algum modo inusitado para mim, mas ainda não sabia exatamente o que havia de diferente. Um show de rock em local pequeno (claustrofobicamente pequeno), preto e cheio de assentos? Poucas pessoas, uns vinte ou trinta bastardos duros conversando animadamente e mais o staff do CCJ, além de mim é claro, aguardando a apresentação? Mistério…

Micropalco

Micropalco

Inicialmente, havia escolhido a primeira fila para me sentar porém o tamanhão dessa caixa de som que vocês estão vendo fez com que eu mudasse de idéia. Entre acomodar-se e tentar tirar fotos, não tardou para que Thunderbird (baixo, vocal), Johnny Monster (guitarra. vocal) e Jeff Molina (bateria, vocal) dessem finalmente o ar de sua graça e começassem um dos shows mais bacanas que já assisiti ao vivo desde a Virada Cultural.

Thunderbird é um comunicador, uma verdadeira presença. Chegou todo vestido em preto e com lindíssimos óculos na cor âmbar, saudou o público com um engraçado “e aí?” e situou a gente sobre o que iria acontecer: a tal retrospectiva. Tocaram uma ou duas músicas de cada década, a partir dos anos 50 e a cada intervalo nós éramos brevemente situados sobre o contexto do que ouviríamos. Uma apresentação didática, interessante e muito divertida.

O set list semi completo:

Summertime Blues

Adivinhão

Rolling Stones – I’m Free

Jorge Ben Jor – A Minha Menina

Stooges – No Fun

Joelho de Porco – Trombadinha

David Bowie – Modern Love

Ira – Núcleo Base

Pixies – Here Comes Your Man

Júpiter Maçã – Um Lugar do Caralho

Blur – Song 2 (woo-hoo!)

Uma música do Radiohead que agora não to lembrando o nome

Beck – The Golden Age

Los Hermanos  – Ana Julia

Uma música que eu nem reconheço, nem sei qual é a banda (não entendi o nome) e por isso MA BAD vou ficar devendo (é da década de 00, me perdoem)

Strokes – Last Nite

Wander Wildner – Bebendo Vinho

(no bis) Ramones – I Wanna Be Sedated

O show começou com todos os presentes sentadinhos e comportados e no final, algumas cadeiras já haviam sido removidas para o povo dançar – assim que é bom  e achei particularmente curioso quando a galerinha JOVEM se animou com Ana Julia (ah esses malditos jovens da Malhação) enquanto eu e o guitarrista da banda expressamos nosso pouco afeto por essa música. E lógico, teve muito “TOCA RAULLL” e com a graça dos deuses da mitologia nórdica, não tocaram.

Tirei um monte de fotos NENHUMA ficou boa. Tortas, desfocadas e saturadas. Portanto, fiquem com as duas menos piores:

Thunderbird, A CABEÇUDA, Jeff e Johnny em seu momento rockstar

Thunderbird, A CABEÇUDA, Jeff e Johnny em seu momento rockstar

Desculpa ter cortado você, Johnny

Desculpa ter cortado você, Johnny

A prova do crime

A prova do crime

Lá pela terceira música eu finalmente percebi o que afinal, estava sendo inusitado naquela noite: estava assistindo a um show de rock, sentada e bebendo água mineral. WTF, CADÊ MINHA CERVEJA? Não tinha cerveja e de qualquer modo seria bastante razoável que bebida alcoólica não fosse vendida no CCJ. Faltou também o empurra-empurra, a fila no banheiro para o povo que gosta de um brilho especial, a fumaça sufocante de cigarros diversos, o chato que grita na sua orelha para falar alguma coisa idiota enfim, foi tão… esquisito, era como se eu estivesse fazendo uma coisa muito errada.

E antes que eu me esqueça, VIU, THUNDER? Sou do centro e sei escrever o nome da banda! :D :D :D (Augusta sux, esse show no CCJ foi tudibom.)

Links de interesse:

1. CCJ – Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso

2. Blog do Thunderbird

Voltei à toca na companhia do Meat Loaf e o morceguinho que gostava de escapar do inferno muito, muito feliz. Saí de casa sem grana (sem grana mesmo, se eu precisasse de cinquenta centavos para salvar a minha vida não os teria na carteira), sem carro, vi duas coisas muitíssimo legais e havia uma caixa de Bohemia me esperando no congelador, providência de um sempre amoroso benhê. O que mais eu podia querer nessa sexta-feira? Bem… tem mais uma coisa… mas isso um dama não comenta.

Vou ali e já venho.

Bjosbebammais.


End of the Century: The Story of the Ramones, Cine Olido.

02/07/2009

Richie Blackmore, Cher, Geddy Lee e Ronnie Von

Richie Blackmore, Cher, Geddy Lee e Ronnie Von

Criei coragem de voltar sozinha ao Cine Olido – filmes e tarados a um real – por causa nobre: assistir ao documentário End of the Century: The Story of the Ramones, exibido dentro da programação do In-Edit  Brasil 2009 – Festival Internacional do Documentário Musical (ai que linda rima). Queria mesmo é ter assistido no dia em que passou no MIS, mas o horário foi completamente proibitivo.

Gosto muito dos enjaquetados porém só fui tomar ciência da história deles poucos anos atrás, quando soube  que o reconhecimento e tratamento de superbanda tão amejados vieram não em terra pátria mas sim na América do Sul (especialmente Argentina e Brasil, nessa ordem). Achei meio chocante porque afinal de contas estamos falando de Ramones, porra. Enfim… vai entender esse estranho mundo que vivemos.

Achei o  documentário em si é meio chatão, admito. Tem cara de E! True Hollywood Story, porém o apreciador casual vai se interessar pelo modo didático como o histórico da banda e seus integrantes é apresentado e o fã de carteirinha ou ama muito, ou odeia demais por conta de algum detalhe parcial e supostamente ignorado ou distorcido pelos produtores/diretores… a bem da originalidade. Pretendo alugar o DVD para assistir de novo, até porque hoje eu estava particularmente cansada e acabei dando uma apagadinha DE LEVE.

Lamentavelmente nunca cheguei a ver os moços de perto… não deu tempo. Uma pena, já que a porradeira desses rostinhos lindos tem me acompanhado desde meus 14, 15 anos de idade e o tempo de gravar fitas do programa Comando Metal na 89FM. Pois é, apesar do gênero tocava sim nesse programa vez ou outra e claro que eu e toda pivetada que não tinha dinheiro nem para comprar LPs  agradecia a gentileza. E aí eu me lembro de um certo Natal, onde a jovem cocotinha Moi pediu de presente um disco dos Ramones e me aparecem com o Acid Eaters… ok, o que vale mesmo é a intenção.

Uma foto apenas (e tirada por acidente), que estou só com 20% da barra de energia:

Conte-me seus segredos... MESINHA.

Conte-me seus segredos... MESINHA.

O que eu estava tentando fotografar nesse momento é um cover do Joey Ramone que deu as caras por lá. Não sei se é cover proposital ou só o estilo do moço que se assemelhava, mas só faltou o queixinho de Noel Rosa para um sósia perfeito. Ele passou muito rápido e não consegui registrar, fica aí o interrogatorio da mesinha suspeita de brinde.

Vou ali e já volto.

Bjosnãomemandemproporão.


Vamos combinar uma coisa?

01/07/2009

Amigos leitores do blog, que não são poucos, vamos combinar uma coisa?

A idéia inicial do meu blog era postar uma coisa nova que eu tivesse feito, todos os dias. Em todo esse tempo desde que comecei, hoje foi um dia onde eu não tive vontade de fazer nada, literalmente. Cumprido o compromisso, eu só queria vir pra casa sentar minha enorme bunda na cadeira e ficar navegando nos fóruns de videogames e no 4chan, pra  tirar a cabeça do mundo e elucubrar o menos possível. Assim, daqui pra frente, eu posso garantir só uma coisa nova para vocês todos os dias: um post. Escrever é muito fácil para mim, mas toda vez que me sinto obrigada a fazer alguma coisa a tendência número um é pular fora. Soy rebelde haha!

Bjostenhamdódemim


Vik Muniz no MASP – prorrogado!

29/06/2009

Good news, everyone!

A superawesome exposição do Vik Muniz no MASP foi previsivelmente prorrogada até o dia 19 de Julho, segundo me contou o site Catraca Livre. Já escrevi sobre minhas duas incursões ao maravilhoso mundo do artista aqui e aqui, portanto desnecessário falar o óbvio. Mas falo mesmo assim: VAI LÁ, PÔ!!!

Bjosdepoismecontemtudo.


Consciência corporal- SESC Consolação

28/06/2009

43. Consciência corporal, serious business.

Yoga

Nunca levei essa coisa de “consciência corporal” a sério na minha vida, até começar meu curso de  “Práticas Alternativas” (i.e.: totalmente Moi) no SESC Consolação. Por sorte, cheguei bem no módulo de 3 meses da Hatha Yoga e estou adorando apesar de algumas tristes constatações.

A primeira triste constatação é que eu não devia ter passado tanto tempo na minha vida sem exercícios na rotina. Não conto as caminhadas porque andar é  meio de transporte primário, uns 80% de tudo o que preciso fazer vou a pé e não me importo de andar por uma hora, duas horas ou mais desde que possa fazer isso no meu ritmo. E não ando todos os dias duas horas. Então, não é exercício regular.

A segunda triste constatação veio de um gigantesco espelho lateral que fica na sala de exercícios, esses de academia. Fazia muito tempo também que  não me via de corpo inteiro, em movimento e pra não entrar muito em detalhes, faltou muito pouco para que saísse correndo, literalmente. “Oh Moi mas a coisa é tão ruim assim?” É. E aí rolou um verdadeiro pânico supersux emodeprê e vergonha de voltar lá ou de até mesmo sair de casa enquanto não pesasse sessenta quilos,

[Insira aqui aquele longo e desagradável lamento que a ninguém interessa]

mas voltei e estou gostando bastante, o clima da aula é todo bom, as pessoas são amáveis e de lá eu saio direto para a piscina quentinha do SESC pra fazer uns tchibuns antes de ir pra casa calminha e feliz. Não é a primeira vez que faço aulas de Yoga, na última a professora precisou parar de aulas e eu fiquei tristíssima, primeiro porque ela era um anjo, segundo que era uma turma de idosas prafrentex divertidíssimas e no fim acabamos perdendo o contato.

O último mimimi do post é que achei um porre descobrir a quantas andas minha  própria coordenação motora… tá bem menos fácil do que parecia ser sincronizar o braço direito com o pé esquerdo enquanto olha para a ponta do dedo e controla a respiração e deus me livre se eu pensar alguma coisa no processo, eu caio!! De qualquer forma, tapinhas nas minhas costas por não ter desistido e agora em Julho vou tentar a sorte para uma vaga nas turmas de Condicionamento Físico só pra fechar a tríade do sucesso pra botar a carcaça em ordem.

Por enquanto é só crianças, vou ali e já venho. Enquanto isso, escutem uma coisa música muito doida: Dark Materia – The Picard Song. 44. Eu nunca tinha entrado na Last.fm até hoje.

Bjosmeassimilem.


Re-cuts, filmes que eu gostaria de ver

27/06/2009

Pra quem chegou agora à internet, re-cut diz respeito a construir trailers de filmes, usando cenas da obra original mas de modo que ao final, pareça tratar-se de algo completamente diferente. Então aquilo que é comédia vira terror, o drama vira musical e por aí vai. Não é moda nem um pouco recente e muito me admira que ainda não tenham tido a brilhante idéia de sair processando a rodo essas pessoas… ao contrário, tem até festivais especializados em promovê-los. Mas antes que a desgraça aconteça, tratei de fazer o top 10 dos meus favoritos:

1. 10 Things I Hate About Commandments (Os Dez Mandamentos, comédia teen):

2.O Iluminado (comédia):

3. Amelie, the Plague 2 (Amelie Poulain, terror):

4. My Father (O Exorcista, comédia romântica):

5. Office Space (Como Enlouquecer Seu Chefe, terror):

6. O Exterminador do Futuro (romance)

7. Must Love Jaws (Tubarão, drama edificante de amor aos animais)

8. Scary Mary (Mary Poppins, terror)

9. Brokeback to the Future (o dia quem que Brokeback Mountain encontrou De Volta para o Futuro)

10. The Ring (drama)

Menções muito honrosas para School of Rock (suspense), Taxi Driver (romance), Big (Quero ser Grande, suspense sobre… pedofilia!), Apocalypse Now (filme teen) e The Joker (Batman, romance).

Como esse post quase não tem links, vou colocar só mais alguns:

1. Artigo da Wikipedia explicando como surgiu essa história de re-cuts, pra eu não ter de fingir que sou sabida e tenho o número do Rubens Ewald Filho na agenda do celular.

2. Kill Christ/Tarantino’s Passion, o re-cut (fraquinho, fraquinho) que deu início à saga Windows Movie Maker.

3. Total Recut, site para criadores.

Bjosmereeditem.


Arte na França 1860-1960: O Realismo – MASP

26/06/2009

42. “Ganhei” convites para o museu… e fui!

Henri Fantin-Latour, "The Dubourg Family" (1878). O jeito que essa mulher que está de pé "olha" pra gente é de dar MEDO. Realismo ao pé da letra.

Henri Fantin-Latour, "A Família Dubourg" (1878).

Clique na figura para ampliar… muito. O jeito que essa mulher que está de pé (Charlotte, cunhada do artista) “olha” pra gente é de dar MEDO. Realismo pra valer.

Pesquisadores de algum lugar com um tempo livre imenso chegaram à fantástica e decisiva conclusão que as celebridades continuam sendo celebridades mesmo que não façam nada que preste na vida, porque as pessoas comuns gostam de ter alguma coisa para puxar assunto. Tá aqui.

Tem gente que fala do tempo, o clássico “Será que vai chover hoje” funciona muito bem. Mas como esse mote se esgota muito rápido é necessário um complemento: “E você viu que Fulano Dital fez não sei o que na prova de não sei onde no programa WHA-TE-VER?”.

Normalmente eu respondo educada e delicadamente que “não”, e a comunicação acaba terminando aí. É, eu sou um pé-no-saco assumida e filiada ao sindicato dos chatos de galocha, mas tenho culpa de não gostar de assistir aos reality shows, às novelas, programa da Luciana Gimenez, Fantástico e o diabo-a-quatro? Converso sobre um monte de coisas, mas sobre isso vou falar o quê?  E na hora dessa comunicação social efêmera acabo tendo alguma dificuldade pra responder a uma iniciativa de interação baseada nessa premissa de “celebridades”, por total desconhecimento do assunto. Nossa, que chique essa última frase, vou ali me beijar no espelho e já venho.

E como o bicho de goiaba morreu ontem, hoje todo mundo acordou com uma incrível necessidade de se comunicar. Na padaria, Michael Jackson. Na portaria, Michael Jackson. No elevador, Michael Jackson. Esperando o verde pra atravessar a rua, Michael Jackson. Na fila do cartório no fórum, Michael Jackson. No banheiro, fazendo meu xixizinho matinal, ouço os pedreiros da construção ao lado falando DE QUEM? Michael Jackson. E depois sou eu quem está surtando :D :D :Dé boa, essa.

No fim das contas resolvi não passar a tarde livre em casa, apesar do friozão bem convidativo e de estar dura de dar pena… alguém tem um trocado?

Pensei em pegar um cinema baratinho mas lembrei do tarado do Olido e desisti. Pensei em ficar boiando na piscina do Sesc, mas deus me livre aquela mulherada falando de “A Fazenda” (e claro, Michael Jackson). Pensei também em me enfiar numa biblioteca pra ler alguma coisa diferente e muito tentada pela idéia me animei a colocar a roupa de maloqueira com a qual me disfarço no centro da cidade, mas uma coisa nova caiu no meu colo literalmente.

Eu recebo uma quantidade INSANA de malas direta mala diretas malas diretas correspondências comerciais em casa. O povo acha que porque a gente tem essa ou aquela profissão, tá nadando na piscina de moedas do Tio Patinhas ou então gosta de fazer parecer que é cheio da bufunfa e ostenta pra cacete. Não é meu caso. Não sou cheia da grana e muito menos dou a entender isso, mas que custa derrubar mais algumas árvores para mandarem coisas absolutamente inúteis para mim… em 99.9999….9% das vezes jogo tudo fora sem nem tirar do plástico e com raiva pelo desperdício de papel, muita raiva. O 0,0000…..1% que sobrou é só pra ver se não me mandaram alguma (outra) coisa não solicitada que vá me dar trabalho depois caso eu deixe passar batido.

Abri uma correspondência da minha operadora do cartão de crédito e OMG, que surpresa, tinha lá dentro dois ingressos para a exposição que intitula esse post, no MASP. Como eu sou uma péssima cliente da Visa, porque pago a fatura antes do vencimento e sempre, sempre mesmo no valor integral, quase que me comovi com esse mimo. A validade era até o dia 28 de junho, hoje é dia 26 e eu já tenho programa pra esse final de semana. Então deixei a biblioteca pra outra hora e lá vai a intrépida Moi encarar a gelaca. Aproveitei também o ensejo para testar a câmera desse celular e ver se ele vai mesmo ter alguma serventia para mim, até pegar um novo, de outra marca.

Tive que deixar minha companheira de todas as horas em casa, a mochila (uma das minhas invenções prediletas da humanidade, juntamente com a lasanha) e parecia que eu tinha deixado um braço para trás de tão acostumada que estou com ela. Odeio bolsa, acho incômodo, fica caindo do ombro a toda hora mas não teve jeito então peguei a menor que eu tinha, uma bolsa-micróbio que deve ter um palmo de comprimento, coloquei lá o essencial e saí. E para completar meu desprazer das mãos ocupadas levei comigo a famosa sombrinha pink, em vista da ameaça de chuva. Na rua, acabei reparando que essa sombrinha quando encapada parece um… um… um enorme… é, isso que você tá pensando. Enorme, e pink ainda por cima. Achei um luxo!

Testando a câmera... e olha a enormidade pink aí!

Testando a câmera... e olha a enormidade pink aí!

Chegando lá, não esperava encontrar tantas pessoas em um dia que a entrada é paga (às terças que é gratuita) e fiquei muito feliz por ver uma porção de crianças agrupadas por faixa etária e recebendo explicações das obras pelos pacientes orientadores do MASP. E bateu uma certa nostalgia também, já que a primeira vez que fui a esse museu também foi por obra da escola onde estudava. Assim como quem não quer nada, fiquei mais ou menos perto de alguns grupos não só para ouvir as explicações dos orientadores como também pra ver como que a meninada percebia e entendia os quadros… coisa mais fofa nunca vi na vida. Havia um grupo em especial de crianças bem pequenas, 5 anos se muito de idade e eu queria nessa hora ter uma filmadora pra gravar algumas das observações mais inteligentes que já ouvi na vida, dentro de um museu. Nada de caras de cult, nada de panca de sabidão, tudo na maior espontaneidade e em alguns momentos, beirando o genial. Eles não têm a menor idéia de quem seja Cézanne ou Toulouse-Lautrec mas sabem dizer muitíssimo bem o que aquelas pinceladas representaram para eles e pela pouca idade, não sabem ainda o que é achar que precisa ter medo de simplesmente falar o que realmente pensa sem fazer pose para agradar o ego dos outros. Lindíssimo, só isso já valeu ter saído de casa.

Uma considerável parte do acervo eu já tinha visto anteriormente  mas certas coisas para mim valem o replay, até porque conforme o tempo passa é natural que se mude a percepção  e a receptividade. Fiquei uns bons minutos dando uma de Ferris Bueller na frente de uma pintura de Rosa Bonheur que parece que ia criar vida na nossa frente, façanha de quem levava esse tal de “realismo” muito, muitíssimo a sério. O quadro você pode ver aqui, e a foto não faz justiça ao nível de detalhamento da imagem quando vista de perto (mesmo porque trata-se de uma pintura imensa). A artista não esqueceu nem mesmo da baba dos animais. Achei graça de novo em ver um quadro do Van Gogh em museu, sendo que em vida o cara não tinha sombra do reconhecimento que aqueles artistas que vendem pinturas na Praça da República a preço de banana, conseguem. Conheci alguns artistas novos (novos, considerando a idade e comparando com o resto do acervo e não o tempo de carreira) e quadros realmente interessantes que eu adoraria ter nas paredes da minha casa, ainda que fossem  reproduções. Anotei os nomes de tudo o que me apeteceu e uma hora caço as imagens no Google, mas não hoje, que meus dedinhos estão gelados demais e digitar usando luvas é TENSO. E sobre anotar, preciso mencionar isso: em certo momento não consegui segurar o riso diante da cara de desespero dos seguranças cada vez que eu me aproximava com caneta em punho (e bloquinho) das obras, para tomar apontamentos. Será que alguma vez alguém deu canetada nos quadros?

Antes de ir embora, dei uma passada na exposição de fotografias “Terra em Transe”, do espanhol Manuel Vilariño. O recinto, que fica no primeiro andar estaria completamente vazio se não fosse por mim e os seguranças e pude ver com muita calma cada um dos trabalhos apresentados. A verdade? Tirando duas coisas, o resto não me comoveu em nada e por essa razão não tenho muito mais o que dizer sobre isso sem ter que recorrer ao Google pra encher linguiça e me fazer de culta. Fica aí uma imagem de brinde.

E falando em clicks-clicks, três fotos bobas e sem-vergonha tiradas por falta de coisa melhor pra fazer (clique para ampliar):

Um pouquinho mais de cor em São Paulo sempre cai bem.

Um pouquinho mais de cor em São Paulo sempre cai bem.

Equipe preparando o espaço para gravação do programa MTV na Rua

Equipe preparando o espaço (atrás do MASP) para gravação do programa MTV na Rua

Sorria, você vai ser filmado.

Sorria, você vai ser filmado.

Links que podem te interessar:

1. Site oficial do MASP: sobre a exposição “Arte na França 1860-1960: O Realismo”. Termina dia 28 de Junho.

2. Site oficial do MASP: sobre a exposição de fotografias “Terra em Transe”. Vai até dia 2 de Agosto.

3. Galeria de fotos de Manuel Vilariño, no UOL (as duas imagens que gostei estão lá, aliás).

4. Outra galeria de fotos de Manuel Vilariño, mas em alta resolução e autorizada pelo artista (legal né? Taí uma coisa que eu admiro.)

E por hoje chega.

Bjosmepintemebordem.


Morrendo na velocidade da luz

25/06/2009

Left 4 Dead

Michael Jackson morreu e eu não dou a mínima, talvez por ter mais de 20 anos, ter vivido na década de oitenta e saber que o branquelo não fez nada de útil desde então. O mundo necrófilo estava precisando de um novo Elvis pra idolatrar, tá aí, divirtam-se.  Caso eu realmente ligasse, preferiria ficar no aguardo das milhares de biografias não-autorizadas que surgirão a partir de agora e as histórias cabeludíssimas que as pessoas vão contar. Farrah Fawcett também morreu e ninguém foi lá fazer romaria. A 3 quadras da minha casa, um sujeito morreu por abuso de crack e ninguém nem mesmo sabe dizer seu nome.

Muito mais interessante para mim que o passamento de um cidadão de carne e osso como todos nós (por mais esquisitão que ele fosse, ainda assim era um mortal) foi o modo como a notícia se espalhou. Então ele teve um infarto, 5 minutos depois JÁ ERA notícia, sempre dada com a pouca cautela habitual da imprensa: “Sites estão noticiando que MJ teve um infarto”, ou seja, nem diz que sim, nem diz que não, apenas reporta. E nessa de “sites estão reportando” até veículos respeitáveis como BBC e CNN entraram, achei ridículo e lembrei de um episódio do sempre genial South Park, o “Two Days Before the Day After Tomorrow” (que você pode e deve assistir aqui):

- We are not sure what exactly is going on inside the town of Beaverton but we’re reporting that there’s looting, raping, and yes, even acts of cannibalism.

– My God, you’ve, you’ve actually seen people looting, raping and eating each other?

- No, we haven’t actually seen it, we’re just reporting it.

Enfim, quando finalmente o moço pagou sua passagem para a cidade dos pés-juntos o “público” ficou sabendo disso mais rápido até que os familiares do defunto. A notícia assolou a parte do planeta que conta com internet não censurada e a cada passo, a cada desdobramento nós, pessoas comuns e anônimas ficávamos sabendo quase que em tempo real QUERENDO OU NÃO, porque mesmo com a televisão desligada e longe do computador, alguém ainda se dá ao trabalho de telefonar para os amigos para comentar o acontecido. A despeito da total irrelevância na minha vida do fato noticiado, achei fascinante a maneira como a palavra foi espalhada e lembrei do tempo em que quando tocava aquela musiquinha do Plantão  da Globo, a gente achava que era porque a Dercy havia morrido. E até ela já morreu. Deus, eu realmente to ficando velha.


Menos um problema

24/06/2009

Por alguma razão misteriosa, essa é a postagem mais acessada do meu blog. Talvez porque diga respeito a um certo celular roxo que deu problemas para mim e para tantas outras pessoas, como é possível perceber no superawesome site Reclame Aqui.

E vejam que eu não estou sozinha nessa empreitada: Sony Ericsson lidera lista de queixas (Estadão, “Advogado de Defesa”)

Pois hoje finalmente a minha longa espera terminou. Recebi o diabo do celular roxo em casa, pelos correios… nem precisei ter o trabalho de voltar àquela assistência técnica e ser solidária a cada uma das pessoas estressadas e barulhentas que passam por ali. Continuo, porém, discordando de quem briga com atendente do SAC, recepcionistas de autorizadas ou faz ameaças de bomba, porque nada disso é prático ou adianta alguma coisa. O que adianta, meus amigos, é perseverar e procurar os meios certos de fazer valer aquilo que lhe é de direito.

No meu caso, entreguei o celular na autorizada no dia daquela postagem e fui informada que se em um prazo de 30 dias o conserto não fosse efetuado, eu teria direito a um aparelho novo ou restituição do valor dele. Não queridos, ninguém estava me fazendo uma gentileza, é disposição do Código do Consumidor, talvez uma das leis mais importantes do nosso país e tão menosprezada como as demais. Todo mundo deveria andar com aquele livretinho que até não muito tempo atrás era, e talvez ainda seja distribuído gratuitamente pelo PROCON na bolsa e ao menos esforçar-se para conhecer essa lei um pouco melhor, pra depois não ter que ficar ameaçando os outros de morte e mordendo os cotovelos de ódio.

Como era de se esperar, passaram-se os 30 dias e conserto algum foi feito, até porque esse aparelho é, de fato, problemático. No dia em que o entreguei praticamente todos ali estavam com a mesma caixinha que eu na mão e de certo modo eu já sabia o que devia esperar. Nesse prazo inicial ninguém também tomou a iniciativa de ME contatar, como era o combinado, e assim fui armazenando uma série de números de protocolo para ajuizar uma ação futura, o famoso plano “b”, que deveria ser o plano “a” contudo por ser conhecedora da notória lerdeza judicial preferi ser paciente enquanto as coisas não beirassem o ridículo.

No trigésimo primeiro dia, um simpático atendente me informa do que eu já sabia e que em 10 dias contatariam-me para acertar a remessa do aparelho novo. Evidente que nenhum contato foi feito, no décimo primeiro deixei que me enrolassem mais um bocadinho e finalmente, tentaram falar comigo. Porém um problema no aparelho capenga e emprestado que eu estava usando na ocasião não me deixou ouvir do toque da chamada e não foi possível retornar, por tratar-se de central. E é bom que se diga que em outras oportunidades eu já havia pedido para trocar os números de contato várias, várias vezes…. enfim, lá vou eu ligar para o SAC da empresa reclamando de novo… mas sempre na maior educação, é bom que se diga e eu GOSTO de enfatizar isso. Aquele infeliz que está lá servindo de muro para nossas lamentações não tem nada a ver com as pataquadas de ingerência da companhia e não merece ouvir esporro relativo a um problema que a rigor, nem é dele.

Já com a minha petiçãozinha montada para entrar pelo Juizado Especial, decidi dar um último tiro e postei a minha situação no site Reclame Aqui. Fiz isso por duas razões, a primeira é que o site é um canal importante à medida que é muito visível no Google, então se você vai pesquisar na internet por determinado produto ou serviço, fatalmente alguns dos primeiros resultados vão ser referentes ao Reclame Aqui. A segunda é que uma vez ajuizada a ação, o tempo continua a correr em favor do demandado porque daí eles se comprometeriam  na audiência de conciliação (que em tese deveria ser marcada em 15 dias porém nem sempre é assim) a me entregar o aparelho “em um prazo de 30 dias” e assim a coisa vai se arrastando. Postei, e esperei. Em menos de uma semana foi tudo resolvido e to aqui com o roxinho no carregador, pronto pra luta – até que eu possa pegar um OUTRO aparelho, de outra marca. Acertei em não ter demandado judicialmente, dessa vez.

No site, entretando, li casos onde as coisas não só “beiravam o ridículo”, como disse lá em cima, mas o ultrapassavam, e muito. E não compreendo como alguém pode se fazer esperar por 6, 8 meses, um ano à espera de uma solução milagrosa caindo em seu colo. No trigésimo primeiro dia sem o celular já seria possível enfiar o pé na porta toda cheia de razão mas avaliei e vi que talvez ganhasse algum tempo procurando a solução pacífica, como de fato aconteceu. Agora “n” meses indefinidamente não é razoável e é bom correr pra que uma coisa chamada prescrição não te pegue de calças curtas.

Reclamem sim, mas saibam o momento de agir para não ficar a ver navios.

Bjosmeliguem.